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    Vencer a velhice

    Vencer a velhice

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    O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida e ninguém lhe pode escapar. É um processo complexo de mudanças biológicas, psicológicas e sociais, que se iniciam no momento do nascimento e se prolongam ao longo da vida. Os múltiplos aspetos que encerram o processo de envelhecimento do ser humano, implicam, de forma natural, a decadência e degeneração decorrente da passagem dos anos, trazendo doenças físicas, psíquicas e cognitivas que só encontram apoio na Ciência Médica Geriátrica.

    Acima de tudo, o envelhecimento deve ser pensado e o ideal é ter uma atitude preventiva e promotora da saúde, de autonomia e independência a maior do tempo possível.
    A solidão na velhice não só tem impacto a nível emocional mas também na saúde dos seniores.  A solidão pode ser especialmente debilitante, podendo predizer  o declínio de capacidades funcionais no desempenho de atividades diárias, problemas graves de saúde e, até, a morte. Os seniores que se sentem sozinhos tem um risco 59% maior de declínio mental e físico quando comparados com os seniores que não sofrem de solidão.
    Uma boa saúde é essencial para que o idoso possa manter uma qualidade de vida aceitável e possa continuar a ser um membro ativo na sociedade, pois além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia.
    Nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria dos idosos tem doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas são as fraturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.
    Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.

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    Alguns conselhos ao idoso

    Pratique exercício físico com regularidade, de modo a melhorar a sua forma física. Faça uma alimentação equilibrada.
    – Não use camisas de noite ou roupões compridos. Use sapatos bem ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras). Evite usar solas de cabedal e protetores de metal. Os sapatos devem ter saltos largos, calcanhares reforçados e presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos. Evite usar chinelos.
    – As escadas devem ter boa iluminação, corrimãos seguros e degraus antiderrapantes.
    – Não coloque no chão pequenos tapetes. Não deixe gavetas abertas.
    – O aquecimento deve ter boa ventilação e devem ser usadas redes de proteção nas lareiras.
    – Utilize a visão que tem, nas melhores condições. Se precisar de óculos, use-os
    – Procure não estar sozinho. Não se isole, pois isso pode atrasar a chegada de ajuda do exterior no caso de acidente
    – Esteja atento a movimentos inesperados de animais, crianças e bicicletas
    – Em casa, tenha o cuidado de deixar espaços entre os móveis Disponha os móveis para poder andar de um lado para o outro sem encontrar obstáculos.
    – Não ande sobre pavimentos escorregadios (molhados ou encerados); os tapetes devem cobrir todo o chão de uma parede à outra ou possuírem forro antiderrapante.
    – Coloque barras de apoio na banheira, no chuveiro e ao lado da sanita. Utilize tapetes de borracha antiderrapantes no chuveiro e na banheira.

    Conselhos aos familiares do idoso

    Demonstre interesse por aquilo que ele tem para lhe contar, dando-lhe oportunidade para que lhe ensine aquilo que sabe.
    Visite-o e telefone-lhe regularmente, convide-os para irem almoçar ou jantar a sua casa, peça-lhes ajuda para tomar conta dos netos e passar algum tempo com eles e promova atividades que saiba serem do agrado da pessoa e que lhe dê oportunidade de conviver.
    – Incentive-o na utilização das novas tecnologias, pois isso irá facilitar-lhe acesso a mais meios de contato e dar-lhe a sensação de que ainda tem capacidade para aprender.
    – Prova um ambiente seguro na residência do idoso, pois uma casa segura diminui o risco de acidentes que tem por consequência levar o idoso ao isolamento.
    – Incentive o idoso a ir a uma consulta de gereatria, para obter um aconselhamento e uma avaliação biopsicossocial, sendo sendo possível a identificação de necessidades, cuidados emergentes e definição de áreas de intervenção, para uma orientação e aconselhamento específico perante o caso.

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